A alta administração tem geralmente interesse maior pelo investimento total comprometido em estoques e com os níveis de serviços para grupos ampliados de itens do que pelo controle de itens separados. Embora a cuidadosa determinação de uma política para cada item acabe proporcionando um controle seguro dos estoques de itens separados, e também dos estoques em seu conjunto, a gestão deste nível de detalhamento para fins de planejamento geral acaba se tornando por demais incômoda. Por isso mesmo, métodos capazes de controlar coletivamente grupos de itens vêm ganhando espaço entre os procedimentos de controle de estoques. Giro de estoques, classificação ABC de produtos e agregação de riscos são alguns dos métodos usados para o controle agregado de estoques. 

Giro de Estoques

O procedimento do giro de estoques figura entre os mais praticados dos métodos de controle agregado de estoques. Trata-se da razão entre as vendas anuais ao custo do estoque e o investimento médio em estoque para o mesmo período de vendas, onde as vendas e os investimentos em estoques são avaliados no elo do canal logístico onde os itens são mantidos. Ou seja,

 

 

 

A aceitação desse giro de medição se deve indubitavelmente à pronta disponibilidade de dados (os balanços financeiros da empresa) e à simplicidade do próprio giros de estoque. Diversos giros de estoque podem ser especificados para classes diferentes de produtos ou para o estoque inteiro. Como um ponto de referência, o giro de estoques para fabricantes, atacadistas e varejistas.

Pela especificação do giro de estoques a ser alcançado, o investimento geral em estoque é controlado relativamente ao nível das vendas. É realmente atraente dispor de um intercâmbio entre o investimento entre o investimento em estoque e o nível de vendas; no entanto, a utilização do giro de estoques faz com que os estoques variem diretamente com as vendas.

Isto constitui uma desvantagem, uma vez que normalmente esperamos que os estoques aumentem a uma taxa decrescente em função de economias de escala. Há um preço a ser pago pela simplicidade.

 

Classificação ABC dos Produtos

Uma prática comum no controle agregado de estoques é diferenciar produtos em um número limitado de categorias e depois aplicar uma política de controle de estoques separada a cada uma dessas categorias. Isto faz sentido uma vez que nem todos os produtos têm importância igual para empresa em termos de venda, margem de lucros, fatia de mercado ou competitividade. Aplicando-se de maneira seletiva uma política de estoques a esses diferentes grupos, torna-se possível atingir metas de serviço com níveis de estoque menores do que com uma política única aplicada conjuntamente a todos os produtos.

É fato reconhecido que as vendas dos produtos oferecem um fenômeno de ciclo de vida em que as vendas começam no lançamento do produto com índices reduzidos, aumentam rapidamente em um ponto determinado, atingem determinado patamar e, por fim, declinam. Os produtos de uma empresa encontram-se normalmente em estágios variados dos respectivos ciclos de vida e, portanto, contribuem desproporcionalmente para as vendas e os lucros. Ou seja, alguns dos itens podem estar respondendo por uma alta porção do volume das vendas. Este relacionamento desproporcional entre a percentagem dos itens em estoque e a percentagem das vendas costuma ser citado como princípio 80-20, embora raros sejam os casos em que 20% dos itens de uma linha de produção representem exatamente 80% das vendas. O princípio 80-20 serve como uma base para classificação ABC dos itens.

Os itens A são rotineiramente os mais vendidos, itens B os de vendas médias, e os itens C aqueles de movimentação lenta. Não existe uma maneira exata pela qual agrupar os itens em qualquer dessas categorias, ou mesmo de determinar o número de categorias a serem usadas. Contudo, minar o número de categorias a serem usadas. Contudo, classificar os itens pelo nível de vendas e então dividi-los em umas poucas categorias já é um bom começo. Alguns dos itens são transferidos para outras categorias conforme sua importância possa ditar. Níveis de estoque de serviços são então atribuídos a cada categoria.

 

Agregação de Riscos

O planejamento de nível de estoque agregado muitas vezes exige que se projete de que maneira os níveis de estoque no ponto de armazenamento serão alterados com as mudanças no número de locais de armazenamento e seus resultados. Ao planejar-se uma rede de logística, é normal expandir ou contrair o número de pontos de estocagem a fim de satisfazer os objetivos de serviço ao cliente e de custos. À medida que se muda o número ao cliente e de custos. À medida que se muda o número de locais ou até mesmo que se redistribuem as vendas entre locais existentes, o estoque no sistema não permanece constante devido ao efeito da agregação, ou consolidação, de riscos.

A agregação de riscos sugere que se os estoques forem consolidados em um número menor de locais, seus níveis serão reduzidos. Expandir o número de locais de estoque tem o efeito contrário. Os níveis de sistemas de estoques são um resultado de equilibrar o estoque normal, que é afetado pela política de estoque, com o estoque de segurança, que é afetado pelo grau de incerteza existente na demanda e nos prazos de entrega.

 

Por Anderson

 

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